sábado, 10 de janeiro de 2009

Esse gás "está cheirando mal".


O que levou o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) a mudar de idéia em poucas horas?
Não temos certeza para fazer afirmações e nem provas para denúncias, mas, sem dúvida alguma, algo "está cheirando mal". Será o excesso de gás?
Entenda o caso: No dia 09/01/2009, pela manhã, o ministro Lobão anunciou que o Brasil diminuiria a importação de gás, da Bolívia, de 30 milhões de m³ para 19 milhões de m³. Isso porque com o excesso de chuvas as hidroelétricas estariam gerando energia suficiente ao país e seria desnecessário manter algumas termoelétricas em funcionamento. Outra explicação é que com a queda do preço do petróleo ficaria mais barato manter as termoelétricas com outro combustível que não o gás boliviano.
Ocorreu que algumas horas depois Edison Lobão recebeu a visita de 3 ministros bolivianos. O Ministro de Hidrocarbonetos - Saúl Ávalos; o Ministro de Planejamento e Desenvolvimento - Carlos Villegas; e o Ministro da Defesa Legal das Recuperações Estatais - Héctor Arce.
Após a visita dos Ministros colombianos, já no final da tarde, o Ministro Edison Lobão, anunciou que o Brasil ligaria mais 2 termoelétrica, a de Canoas-RS e a de Araucária-PR. Assim o país aumentaria a importação em mais 4 milhões de m³. Ainda segundo Lobão o Brasil aumentaria ainda mais a importação já que a demanda das empresas do Sudeste aumentarão nesse período de aumento nas vagas de emprego. "Que aumento?"
A cara-de-pau do Ministro brasileiro é tão grande que ao ser indagado por jornalistas, sobre a mudança de atitude, ele disse "de manhã é de manhã, a tarde é a tarde. Surgiram fatos novos".
A redução representaria uma economia de cerca de R$600.000.000,00 (seiscentos milhões) ao Brasil. Com a nova situação o Ministro Edison Lobão disse não saber como fica a situação. Um dos ministros bolivianos disse em entrevista que após o acordo o Brasil poderia aumentar para mais do que os 30 milhões de m³ que já importava.
Podemos concluir que o LOBBY e a POLITICAGEM mais uma vez venceram.
Mais de R$600.000.000,00 do nosso dinheiro será transferido para a Bolívia.
É justo que ajudem um país vizinho, mas não ao custo de prejudicar as próprias finanças.
Mas o Lula "com certeza" não sabe de nada. Ele nunca sabe.
Nosso presidente só aparece nos momentos em que alguma ação obtém sucesso perante à população. Aliás, não é uma "qualidade" somente dele. Os políticos brasileiros costumam ser assim. Foi com FHC, com Itamar e será com Serra, Dilma, Ciro, Aécio ou qualquer outro que for eleito nas próximas eleições. Isso porque a população brasileira aceita, e ainda por cima aprova, esse tipo de atitude, basta vermos o índice de aceitação do presidente.
Não aceito esse tipo de atitude. Já encaminhei minha reclamação, via email, para o gabinete do Presidente Lula e do Ministro Lobão.
Mande você também sua posição e cobre de volta os R$600.000.000,00 que é nosso.
Email da ouvidoria do ministério de Minas e Energia: ouvidoria.geral@mme.gov.br

O governo eletrônico e as grandes cidades


“ Quando o desenvolvimento de um país se torna o subproduto das atividades de um cassino, o trabalho será provavelmente mal feito”. - Lord Keynes


- O passado, no caso do Brasil, é conservado em grande parte no estado da Bahia. Formas de construções, culinária, músicas e a forte religiosidade são muito divulgadas na TV. Mas perspectivas de empreendimentos, como a infovia soteropolitana – SSA DIGITAL - tendem a empurrar a Bahia na direção do futuro. E isto se complementa com o forte aquecimento do turismo- que recentemente trouxe à terra de Gabriela trinta e três presidentes da América do Sul ,México e Caribé. E todo ano Salvador recebe o presidente Luís Inácio, fiel freqüentador da praia de Inema. Neste final de ano o turismo da Bahia atraiu também o primeiro casal da França – que hospedou-se na pitoresca Itacaré (*)


- Já o presente acontece num tripé territorial, que os meios de comunicação insistem em enaltecer. Pois é de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Brasília, segundo a janela eletrônica, que brotam os bons e maus tons da modernidade.

- E o futuro ocorrerá aonde?
Provavelmente ocorrerá no Amapá,Mato Grosso, Rio Grande do Sul, em Itaparica, Monte Gordo ou em qualquer canto deste continente. Desde que este futuro seja, desde já, estruturado. E é sobre o futuro que desejamos discorrer, dissipando névoas e contemplando o brilho de alguns astros ascendentes. Cremos que será sobre um tripé que iremos nos sustentar no amanhã, e não sobre velhas rodas e combustíveis fósseis.
A genética, influirá muito e após a decodificação desta verdadeira “pedra da Roseta contemporânea” parece que este ramo da ciência tende a assumir o controle da pauta da atualidade e teimará em imbricar-se com outras disciplinas. Neste ano do bicentenário de Darwin a obra de Richard Dawkson, O Gene egoísta,tende a ser bastante lida. Se o telégrafo e as mensagens em Morse caíram de moda, a mania do DNA parece que veio para ficar.
Por sua vez a nanotecnologia também migrou dos filmes de ficção, para virar auxiliar da ciência médica. Sabendo-se que nesta escala do nano – um mili e um micro valem respectivamente um milhão e mil vezes maiores que o tal nano – há ainda muita coisa para ver e fazer. Na nanotecnologia a capacidade de “se enfiar” em pequenos locais, nunca dantes navegados, passou a ser um diferencial e uma consagradora forma de sucesso. Nela vale a máxima: - “o negócio é ser pequeno”.
Finalmente há a robótica - onde resplandece o brilho da terceira perna do tripé contemporâneo. Por meio dela poder-se-á ter acesso a réplicas de animais de estimação, cozinhas futuristas e naves ou automóveis bizarros e eficientes. A robótica se faz presente em vários parques e institutos de pesquisa no momento. As próprias fábricas de robôs tendem a ser todas robotizadas.
Os processos do século XXI, com o sucesso do tripé, fizeram das estórias escritas, e de todas as futurices”, uma plêiade de materiais obsoletos. Sem dúvida, as pernas do tripe - genética ,nanotecnologia e robótica - tornaram Isaac Asimov e Júlio Verne em uma dupla digna do mesmo destino- os enredos de velhos filmes de diversão. A realidade já se fez contemporânea da ficção em muitas atividades.
Mas se estas pernas , separadas, não representam grandes riscos, elas podem também produzir – caso exista uma perigosa concentração- um grande poder. Algo sem paralelo na história, uma espécie de Leviatã ;que, por falta de outro nome, passaremos a denominar de GeNaRo.
Genaro poderá ser tanto um novo animalzinho de estimação, como um diabólico Cérbero com três cabeças. E isto ocorrerá facilmente, caso a tecnologia não fique submetida às políticas públicas. Pois modificações no mundo da produção também implicam em alterações sociais e nas formas de governo.
É perigoso deixar a técnica controlar-se por si própria. Genaro não pode ser escravo só de grandes corporações, mas deverá ser um agente da melhoria de vida em nossas grandes cidades. E sem uma infovia de acesso universal estas modernidades tendem a se afastar da população.
Urge transformar as antigas empresas de processamento de dados em sociedades mais transparentes e voltadas para a real democratização do poder. O desafio republicano de nossos tempos é colocar Genaro sob o tacão do poder cidadão. Como fiel auxiliar dos ávidos consumidores de serviços de informação e dos contribuintes.
Nesta gigaldeia que o mundo está se transformando, mas que não deixa de apresentar as eternas tensões entre o global e o local, alguns problemas tendem a superar os limites das esferas federais, para fincarem pé nas ante-salas do ainda débil Gabinete de Governo Mundial. Pois a ONU e seus organismos tentam ser uma espécie de Giga-prefeitura em escala planetária. Prefeitura de uma “cidade”, cuja população já ultrapassou os seis bilhões de habitantes. Com estes gigantescos números a governança só poderá ser viável se apoiada nas tecnologias de informação e comunicação- TIC.
Nos tempos da república grega as notícias fluíam na ágora. Local reservado para reuniões e onde se podia fazer consultas e auscultar a voz do povo. A sociedade contemporânea cobra uma outra praça – outro sítio ou site – onde se possa acompanhar os atos de nossos governantes. E , sem dúvida, as TIC's, neste afã de consolidar verdadeiramente uma modalidade de governo eletrônico, poderão jogar um papel preponderante na consolidação da democracia.
A sorte está lançada...

Post by: Feliciano Tavares Monteiro


(*) onde nossa filha, Bibiana, e os amigos Pablo e Irineu Ribeiro sempre vão; quando desejam descansar.

Salvador, 9 de janeiro de 2009

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Guerra no Oriente Médio


O que está por trás de tantas guerras no Oriente Médio?
Todos sabemos das divergencias religiosas na região, porém qualquer um que pesquisar sobre as guerras ocorridas na região neste século notará que o Petróleo está sempre em questão.
O professor Michael Klare da Amhrest University, afirma, no seu livro "Fonte de Guerra: O Panorama do Conflito Global" que as guerras no Oriente Médio tiveram como pano de fundo o controle do petróleo.
Como exemplo, cita guerras como a do Yom Kippur (1973), Irã-Iraque (1980-1988) e a do Golfo (1991).
Em 2003 vimos os EUA invadirem o Iraque com a desculpa de que Sadam Husseim possuía armas químicas de destruição em massa, mas as únicas provas apresentadas foram desmentidas depois. Naquela ocasião ficou clara a presão de empresas petrolíferas americanas para a invasão. Naquele momento o Iraque possuia a 2ª maior reserva de Petróleo do mundo, com cerca de 11,25% das reservas. Após a invasão do Iraque, grande parte dos interventores indicados para as empresas petrolíferas iraquianas eram ligados às empresas dos EUA. A família Bush, nas administrações de "Bush Pai" e "Bush Filho" sempre defenderam os interesses das empresas que vivem do ouro negro. No caso de "Bush Filho", em especial, a participação das empresas petrolíferas ficou ainda mais evidente, pois seu vice Dick Cheney havia sido dirigente de uma grande empresa petrolífera chamada Halliburton Co.
Para se ter uma idéia em 2000 o candidato Democrata Al Gore recebeu U$133.710 petrodólares enquanto George Bush recebeu U$1.700.000 quase 13 vezes mais.
No caso da guerra contemporânea, entre Israel e o Hamas, também podemos notar a interferência do ouro negro. A guerra teve início após o fim do acordo de cessar fogo entre Israel e os Palestinos, que aconteceu em 19 de dezembro de 2008, num momento onde o preço do petróleo estava em queda livre. Israel não aceitou um novo tratado, alegando (dando desculpas) que o Hamas precisava ser desarmado (já vimos isso em 2003), então iniciou os ataques pelo ar e no início de 2009 a invasão terrestre. Desde então o que vemos são mortes de inocentes civis. Mas para Israel, com o apoio do EUA, a guerra está sendo bem sucedida.
Talvez seja porque o preço do Barril de Petróleo que era negociado a menos de U$37,00 em 31/12/2008 e com o valor de U$37,45 para Fevereiro de 2009, saltou para U$48,32 no dia 05/01/2009 e com valor de U$49,14 para Feveiro.
Mais uma vez a Indústria Petrolífera está vencendo a guerra.
Será que sempre que o Petróleo estiver em baixa haverá uma guerra?
Até quando vamos precisar passar por isso?
E o Brasil está comemorando as reservas do Pré-Sal. Vamos torcer para o nosso país não ser amaldiçoado pelo ouro negro. Ou então torcermos para o Petróleo se manter em Alta, afinal, para que estar em baixa se os preços nas bombas não diminuem.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Novos Prefeitos


A população iniciou o ano com os prefeitos eleitos no último pleito, isto poderia significar renovação, uma esperança para que as notícias de desvio de verbas públicas, licitações fraudulentas, entre outras do mesmo tipo, tomassem menos espaço nos noticiários. Mas não esperem por isso, queridos colaboradores, pois o que vimos na última eleição foi o domínio do poder financeiro nas campanhas, o uso da máquina, grande parte da população desinformada e desinteressada pela política. O resultado foi que, dos 5.578 prefeitos eleitos, 2.245 já estavam na cadeira e foram reeleitos e entre os outros 3.333 grande parte já havia sido prefeito e, o pior, é que quase todos possuem processos judiciais por má administração.
O que realmente precisamos é de uma participação maior da população em causas políticas. Precisamos mudar a idéia de que quem faz política é mal caráter e, assim, incentivar a participação de pessoas qualificadas e com boas intenções.
Também precisamos de mais pessoas como "Fábio Oliva" que criou a ONG ASAJAN (Associação dos Amigos de Januária) em Minas Gerais. Ele participou diretamente do afastamento de 6 prefeitos. (Leia mais sobre o caso no Blog do Favre)

2009 - E aí?



Mais um ano está começando e junto com ele este blog. O grande objetivo do "Megafone Político" é ser um canal de reclamações e denúncias, um meio de divulgação de fraudes no meio político, um meio de divulgar as falcatruas cometidas por políticos que tem por dever representar o povo, enfim, o motivo pelo qual o blog foi criado é para ser a voz que está calada. Porém não será restrito a posts e comentários locais, pois estamos num mundo cada vez mais globalizado e tudo que acontece do outro lado do planeta reflete em nossas vidas.